Marrocos na Copa 2026
Os Leões do Atlas
Previsão de chaveamento, análise tática, calendário e FAQ
- Ranking FIFA
- #12
- ELO
- 1812
- Participações em Copas
- 7
- Melhor campanha
- Fourth place 2022
Caminho até a Final
Probabilidades do torneio com base no ELO e na estrutura do chaveamento 2026.
História
A campanha do Marrocos na Copa do Mundo de 2022 foi a mais significativa de qualquer nação africana na história. Semifinalistas no Catar, eliminaram Bélgica, Espanha (nos pênaltis) e Portugal antes de cair por 2-0 para a França, tornando-se a primeira seleção africana a chegar às semifinais. O elenco que fez isso — Achraf Hakimi, Hakim Ziyech, Youssef En-Nesyri, Sofyan Amrabat, Yassine Bounou no gol — volta quase inteiro. O técnico Walid Regragui, o gênio de 2022 que transformou o Marrocos numa máquina de contra-ataque, segue no comando.
2026 será diferente. O Marrocos já não entra como azarão; entra como um dos elencos mais respeitados do torneio. O ELO (1812) é o maior da CAF e está entre os 12 do mundo. Ranking FIFA #12. Na CAN 2024 foram terceiros. As eliminatórias africanas de 2025 foram dominantes — sete vitórias, dois empates, zero derrotas. Regragui adicionou profundidade geracional: Brahim Díaz (Real Madrid) trocou a seleção da Espanha pela do Marrocos; Bilal El Khannouss (Leicester) é o futuro do meio-campo; Eliesse Ben Seghir (Mônaco) é o criador emergente.
O Grupo C é grupo da morte. O Brasil é a revanche de manchete — o Marrocos venceu por 2-1 no amistoso de 2023 em Tânger, resultado que ainda reverbera. A Escócia traz intensidade de Premier League. O Haiti é o respiro. Terminar em segundo no Grupo C, o que coloca o Marrocos em um chaveamento difícil na fase de 32, é a expectativa realista. O primeiro lugar é genuinamente possível.
A diáspora marroquina é história própria no torneio. Centenas de milhares de torcedores foram ao Catar em 2022, enchendo estádios com a torcida visitante mais barulhenta da história mundialista. A América do Norte verá fenômeno semelhante — as comunidades marroquinas na França, Bélgica, Holanda e Canadá são enormes, e 2026 parecerá um torneio caseiro para os Leões do Atlas em qualquer lugar que joguem.
Perfil tático
Regragui joga num 4-1-4-1 disciplinado que vira 5-4-1 contra adversários fortes. A linha de cinco — com Hakimi como ala em projeção — é a mais resistente fisicamente do torneio. Amrabat protege os zagueiros com uma cobertura de campo extraordinária. Ounahi e El Khannouss trazem ofício ao meio. Hakim Ziyech (32 anos, no Al-Duhail) segue o fator criativo X quando Regragui o usa pela direita. En-Nesyri lidera o ataque como referência. Pontos fortes: talvez a melhor organização defensiva do torneio, mentalidade de elite em mata-mata (cinco dos seis jogos do Catar foram definidos nos minutos finais) e um treinador com histórico comprovado de fechar torneios. Pontos fracos: profundidade de gols — o Marrocos teve dificuldade para criar grandes chances nas eliminatórias — e a idade de Ziyech empurra a criatividade para opções menos testadas. Em pênaltis, o histórico é misto.
Jogador-chave
Achraf Hakimi (27, PSG). Capitão do Marrocos e o melhor lateral-direito do futebol mundial. Suas projeções definem o jogo de transição marroquino, e a cobrança dele na disputa do Catar contra a Espanha segue a imagem icônica da ascensão dos Leões do Atlas. Aos 27, Hakimi está no auge.